Descobrindo a alegria no poder da ressurreição e o propósito na comunhão dos seus sofrimentos.

Amados irmãos e queridas irmãs, que alegria indescritível estar aqui hoje! Meu coração transborda de gratidão por ver cada rosto, cada família, buscando a presença do Senhor.
Hoje, eu quero abrir meu coração com vocês sobre algo que tem queimado em minha alma. Muitos de nós, e eu me incluo nisso, às vezes nos contentamos com um evangelho “seguro”. Um evangelho de “seguro contra o inferno”. Viemos à igreja, cantamos os louvores, ouvimos a Palavra e vamos para casa sentindo que “cumprimos nossa parte”.
Mas o apóstolo Paulo, em Filipenses, nos apresenta uma fé que é tudo, menos “segura” ou “confortável”. É uma fé radical, uma paixão que consome tudo!
No texto de hoje, Paulo, que tinha todos os motivos “humanos” para se orgulhar (fariseu, hebreu de hebreus, irrepreensível na lei!), diz que considera tudo isso como lixo. Por quê? Ele nos dá a resposta no versículo 10: “Quero conhecer a Cristo…”
Essa não é uma afirmação simples. Em nosso tempo, “conhecer” alguém pode significar segui-lo nas redes sociais. Mas no original grego, esse “conhecer” (ginōskō) é um conhecimento íntimo, experiencial, profundo. É o mesmo tipo de conhecimento que um marido tem da esposa.
Paulo não disse “Eu quero ser salvo”. Ele já era salvo. Ele disse “Eu quero MAIS. Eu quero Ele!”
E então, ele detalha essa busca. E é aqui que o evangelho “confortável” é desafiado. Paulo diz que quer conhecer Jesus em três dimensões:
1. “Ao Poder da Sua Ressurreição”
Ah, que parte maravilhosa! Esse é o poder que nós amamos pregar! É o poder que rolou a pedra do sepulcro! É o poder que venceu a morte, o inferno e o pecado. É o poder que transforma um pecador em santo. É o poder que quebra cadeias, cura enfermidades e nos dá nova vida.
Nós queremos esse poder! Queremos o poder do Domingo de Páscoa. Queremos o milagre, a vitória, a exaltação. E Deus quer nos dar isso! Ele quer que vivamos na força do Cristo ressurreto, não na fraqueza da nossa carne.
Mas, amados, o desejo de Paulo não para aí.
2. “À Participação em Seus Sofrimentos”
E aqui, a igreja moderna muitas vezes fica em silêncio.
Pastor, como assim? Eu quero o poder, mas não quero a dor. Eu quero a coroa, mas não quero a cruz.
Paulo nos ensina que não podemos ter um sem o outro. Conhecer a Cristo intimamente significa conhecer o que Ele valoriza. E o que Ele valorizou? A obediência ao Pai, mesmo que custasse dor.
Participar dos seus sofrimentos não significa que Deus é sádico. Significa que:
* Sofreremos pelo mundo: Sentiremos a dor que Jesus sente pelas almas perdidas. Nossos corações se quebrarão pelo pecado que vemos.
* Sofreremos pelo Evangelho: Seremos mal compreendidos, talvez zombados, talvez perseguidos por vivermos uma vida que o mundo não entende.
* Sofreremos com Ele: Em nossos vales mais escuros, descobrimos uma comunhão com Cristo que nunca conheceríamos no topo da montanha. É na tempestade que O conhecemos como o Mestre dos ventos. É na dor que O conhecemos como o Consolador.
Não fuja do sofrimento que vem por causa da sua fé. É nesse lugar que a intimidade com Ele se torna real.
3. “Tornando-me como Ele em Sua Morte”
Isso é o clímax da entrega. O que significa isso? Significa a morte diária do “eu”.
É morrer para o meu orgulho. É morrer para a minha vontade. É morrer para o meu direito de estar certo. É morrer para o pecado que tão de perto nos rodeia.
Cada vez que eu escolho perdoar quando minha carne quer se vingar, eu estou me conformando com a morte d’Ele. Cada vez que eu escolho a santidade em vez do prazer momentâneo, eu estou morrendo para o meu “eu”.
Por quê? Porque a semente só pode gerar fruto depois que ela morre. Nós só podemos experimentar o poder da ressurreição (Ponto 1) quando nós abraçamos a comunhão dos sofrimentos (Ponto 2) e a semelhança da sua morte (Ponto 3).
É um ciclo divino: morremos para o eu, sofremos pelo evangelho, e então o poder d’Ele nos ressuscita para uma nova vida, de novo e de novo!
A Meta Final (v. 11): “…para, de alguma forma, alcançar a ressurreição dentre os mortos.”
Essa é a nossa esperança bendita! Paulo não está duvidando da sua salvação. Ele está dizendo que vale a pena pagar qualquer preço, suportar qualquer dor, morrer para si mesmo mil vezes, para garantir que no final… ah, no final… estaremos com Ele, ressurretos e glorificados!
Resumo da Mensagem
Meus queridos, a vida cristã que Paulo nos apresenta não é um passeio no parque; é uma aventura apaixonada. É uma busca obstinada por uma Pessoa: Jesus.
Nós fomos chamados não apenas para sermos “salvos do inferno”, mas para “conhecermos a Cristo”. E esse conhecimento exige o pacote completo:
* Alegria no Poder da sua ressurreição.
* Propósito na Participação dos seus sofrimentos.
* Santidade na Morte do nosso “eu”.
Não dá para escolher só o primeiro. O verdadeiro conhecimento vem da jornada inteira.
Apelo à Conversão
Nesta manhã, a Palavra de Deus nos confronta. E eu pergunto a você, com todo amor:
Talvez você esteja aqui e “conhece” Jesus apenas de ouvir falar. Você O conhece como uma figura histórica ou como o “Deus lá de cima”. Mas você nunca O conheceu intimamente. Você nunca se rendeu ao poder d’Ele nem esteve disposto a morrer para o seu “eu”. Hoje, Jesus te chama para essa aventura. Ele te chama para morrer para sua vida antiga e ressuscitar para uma vida nova com Ele. Se é você, eu quero orar por você.
Ou talvez você seja como eu, muitas vezes. Você ama o poder da ressurreição, mas tem fugido da comunhão dos sofrimentos. Você tem evitado a morte do seu “eu”. Você se acomodou com um evangelho “confortável”. Hoje, o Espírito Santo te convida a ir mais fundo. A dizer como Paulo: “Eu abro mão de tudo! Eu quero Te conhecer, Senhor! Custe o que custar!”
Se você deseja tomar essa decisão, de se entregar totalmente a Cristo, ou de se re-consagrar a essa busca apaixonada por Ele, onde você estiver, apenas levante sua mão, ou coloque a mão sobre o seu coração. Jesus está te vendo.
Oração Pastoral
Senhor Jesus, nosso Amado Salvador. Nós Te louvamos porque Tu não és um Deus distante. Tu és um Deus que se fez carne, que sofreu, que morreu e que ressuscitou com poder!
Pai, nós confessamos que muitas vezes somos rasos. Buscamos as Tuas bênçãos mais do que buscamos a Ti. Buscamos o Teu poder, mas fugimos da Tua cruz. Perdoa-nos, Senhor.
Nesta hora, nós tomamos uma decisão. Queremos Te conhecer! Queremos conhecer o poder da Tua ressurreição em nossas vidas diárias. Queremos a força que vence o pecado. Mas, Senhor, dá-nos também a graça de não fugir da comunhão dos Teus sofrimentos. Ajuda-nos a morrer para o nosso orgulho, para nossa vaidade, para nosso egoísmo.
Abençoa cada pessoa que hoje decidiu Te entregar a vida pela primeira vez. Sela essa decisão no coração dela. E abençoa cada irmão que hoje decidiu ir mais fundo Contigo.
Eu oro pela Tua Igreja. Oro por este ministério, o Ministério Ide e Pregai, e por todos os ministérios aqui representados. Que sejamos conhecidos não pela nossa estrutura, não pelos nossos talentos, mas pela paixão avassaladora de conhecer a Cristo!
Queima em nós, Espírito Santo! Que o nosso alvo seja um: Cristo! E que um dia possamos alcançar a glória da ressurreição.
Em Teu nome precioso nós oramos, Jesus.
Amém! E Amém!
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OBRIGADO!
“Pastor Ivaldo Francisco “
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