Cómo vimos na materia anterior: O tetragrama, Bíblico gerou muitas transliteracoes até chegar a qual conhecemos hoje.

Ainda é lendo e orando que podemos encontrar à Deus e manter comunhão com o Eterno SENHOR e criador.

Tema de hoje:

Escritos Antigos
Na Bíblia Hebraica

YHWH grafado em páleo-hebraico, em fragmento da Septuaginta Grega ainda usada no século I
A antiguidade e legitimidade do Tetragrama como “O Nome do Pai” para os judeus pode ser comprovada na conceituada tradução para o grego da Bíblia Hebraica, chamada Septuaginta Grega, onde o Tetragrama aparece escrito em hebraico arcaico ou páleo-hebraico. Foram encontrados fragmentos de cópias primitivas da LXX (Papiro LXX Lev. b, Caverna n.º 4 de Qumran, datado como sendo do século I a.C.) onde o Tetragrama YHWH é representado em letras gregas (Levítico 3:12; 4:27).

Existe ainda no século XXI, a necessidade de conhecer à Deus e sua palavra, mesmo com tantos meios e veículos de comunicação, como videos livros, jornais , revistas e rádios que abordam o assunto.

Reverência ao Nome

O Tetragrama YHWH no alfabeto fenício, aramaico e hebraico moderno
Para alguns estudiosos da literatura judaica, o nome do Eterno era impronunciável, e segundo a explicação científica dos judeus, passaram a não pronunciar o nome do Eterno Todo Poderoso porque sentiam-se temerosos em transgredir o terceiro mandamento do Eterno no Decálogo:

“Não tomarás o nome de YHWH, em vão, pois YHWH não considerará impune aquele que tomar seu nome em vão.” Êxodo 20:7

Documentos hebraicos não-bíblicos, tais como as chamadas Cartas de Laquis (escritas em fragmentos de cerâmica encontradas em Tell ed-Duweir em 1935 e outras três em 1938), mostram que YHWH era usado na correspondência comum na Palestina na última parte do século VII a.C. Em todas as cartas legíveis se encontram expressões como:

“Que יהוה [YHWH] faça que meu senhor ouça hoje mesmo notícias de paz.” Provando que o Nome nunca foi esquecido. Lachish Ostracon IV, Ancient Near Eastern Texts, p. 322.

O Códice Leningrado, do século XI
Na segunda metade do primeiro milénio na nossa era, os escribas conhecido por massoretas introduziram um sistema de sinais vocálicos para facilitar a leitura do texto consonantal em hebraico que poderia conduzir a inúmeros significados e em vez de inserir os sinais vocálicos corretos de YHWH, colocaram outros sinais vocálicos para lembrar ao leitor que ele devia dizer Adhonai (“Soberano Senhor”) ou Elohím (“Deus”).

O Códice de Leningrado, do século XI, tem no Tetragrama YHWH, sinais vocálicos para orar a Yehvíh, Yehváh e Yehováh. A edição de Ginsburg do texto massorético tem sinais vocálicos para que ore a Yehováh. (Gênesis 3:14) Os hebraístas em geral são a favor de Yahvéh como a pronúncia mais provável. Salientam que a forma abreviada do nome é Yah (ou Jah, na forma latinizada), como no Salmo 89:8 e na expressão HaleluYah (que significa “Louvai a Jah!”; em português, é vertida por Aleluia). Também as formas Yehóh, Yoh, Yah e Yahu, encontradas na grafia hebraica dos nomes Jeosafá, Josafá, Sefatias e outros, podem todas ser derivadas de Yahwéh. As transliterações gregas feitas pelos primitivos escritores cristãos indicam uma direcção algo similar. Ainda assim, de modo algum há unanimidade sobre o assunto entre os peritos.

Septuaginta Grega
Estudos revelam que apenas em cópias posteriores da Septuaginta Grega, datadas do final do século I em diante, os copistas começaram a substituir o Tetragrama YHWH por Kýrios, que significa SENHOR (em letras maiúsculas) e por Theós, que significa DEUS. Essa foi a razão de YHWH ter desaparecido graficamente do texto do Novo Testamento em algumas traduções bíblicas.

Outros conceitos
Outros estudiosos encaram YHWH como um Pai da natureza adorado no Sul de Canaã e pelos nômades dos desertos circundantes, intimamente ligado ao Monte Horebe, na Península do Sinai. Segundo o livro bíblico de Gênesis, foi o Pai YHWH que se revelou ao semita Abrão (depois chamado de Abraão) em Ur, na Baixa Mesopotâmia. Historicamente, surge aqui o princípio do monoteísmo hebraico no interior de uma sociedade fortemente politeísta.

O Pai YHWH é deste modo identificado como a Divindade que causou o Dilúvio Bíblico. É o Pai de Adão, de Abel, de Enoque e de Noé. É o Criador do Universo e de todas as formas de vida na Terra. É também chamado por Adonai (Soberano Senhor), Elohim (O Pai, e não deuses, visto que trata-se de plural majestático e cristãos têm afirmado que a forma plural teria o sentido de plural majestático), HaAdón (o [Verdadeiro] Pai), Elyón ( Altíssimo) e El-Shadai (Todo-poderoso).

Assim, o Pai YHWH se assume como um Pai de familiar, o “O Pai de Abraão, de Isaque e Jacó”, protetor da linhagem do “descendente” [ou “semente”] de Abraão. De seguida, torna-se no o Pai das doze tribos de Israel. É o Pai Libertador do povo de Israel da escravidão no Egito e quem o faz conquistar a terra de Canaã. Para tal, revela-se a Moisés, a quem entrega seus Dez Mandamentos no monte Sinai. Para sua adoração e cumprimento de sua Lei, são constituídos sacerdotes os da tribo de Levi, ou Levitas, sob a liderança do Sumo Sacerdote, da linhagem de Aarão.

Com o estabelecimento da Monarquia do Antigo Israel, e mesmo após a divisão do Reino, emerge o papel dos profetas do Antigo Testamento como porta-vozes especiais do Pai YHWH. Tornam-se desse modo figuras-chave na vida religiosa, com uma autoridade única. Também consolidam a ideia da vinda do Messias como o “Ungido” de YHWH, descendente da Tribo de Judá e da Casa Real de David.

Ocorrência bíblica

Soletração do Tetragrama no texto massorético Hebraico com pontos vocálicos em vermelho. (Clicar na imagem para ampliar.)
Muitos eruditos e tradutores da Bíblia defendem que se siga a tradição de eliminar o nome de Deus. Alegam que a incerteza a respeito da pronúncia do Tetragrama YHWH justifica a eliminação, e também sustentam que a supremacia e a existência ímpar do Verdadeiro Deus tornam desnecessário que Ele tenha um nome específico para se diferenciar dos “demais deuses”.[carece de fontes?] Mas este conceito não encontra apoio na Bíblia Sagrada, quer no Antigo Testamento, quer no Novo Testamento.

O Tetragrama YHWH ocorre 6.828 vezes no texto hebraico da Bíblia Hebraica de Kittel (BHK) e da Bíblia Hebraica Stuttgartensia (BHS). A frequência em que aparece o Tetragrama atesta a sua imensa importância. Seu uso em todas as Escrituras ultrapassa em muito, o de quaisquer nomes-títulos, tais como “Soberano Senhor (em hebr. Adhonai)”, “o [Verdadeiro] Senhor” (em hebr. Ha Adhóhn), Altíssimo (em hebr. Elyón) “o [Verdadeiro] Deus” (em hebr. Ha Elohím) e “Deus” (em hebr. Elohím).

É digno de nota a importância atribuída aos nomes próprios entre os povos semíticos.

O Prof. George Thomas Manley indica:

“O nome não é simples rótulo, mas é representativo da verdadeira personalidade daquele a quem pertence. … Quando uma pessoa coloca seu nome numa coisa ou em outra pessoa, esta passa a ficar sob sua influência e proteção.”.
Alguns exemplos do uso dos nomes próprios nas Escrituras Hebraicas:
Gênesis 27:36;
I Samuel 25:25;
Salmos 83:18
Salmos 20:1;
Provérbios 22:1.n.
Uso moderno
As várias versões da Bíblia em línguas modernas transcrevem o Tetragrama como Yahweh, Javé, Jehovah ou Jeová:

Versões da Bíblia que transcrevem o Tetragrama como Yahweh:
1) Bíblia de Jerusalém – edição brasileira (1981, com revisão e atualização na edição de 2002) da edição francesa Bible de Jérusalem)
2) Bíblia King James Atualizada de Estudo (Abba Press, 2012)
Versões da Bíblia que transcrevem o Tetragrama como Javé, exceto nos Salmos, ao falar sobre as adaptações no Livro
1) Bíblia Mais Bela do Mundo (Editora Abril, 1966)
2) Bíblia Mensagem de Deus (Edições Loyola, 1983)
Versões da Bíblia que transcrevem o Tetragrama como Jeová:
1) Bíblia Almeida, Imprensa Bíblica Brasileira:
Traduz o nome de Deus em sua forma moderna: Jeová em 29 ocorrências, por exemplo em: Gênesis 22:14, Êxodo 6:2,3,6,7,8,29; 17:15; Juízes 6:24; e Ezequiel 48:35
2) Bíblia Almeida Revista e Corrigida, de 1693:
Empregou milhares de vezes na forma JEHOVAH, como se pode ver na reimpressão, de 1870, da edição de 1693. A Edição Revista e Corrigida (1954) retém o Nome em sua forma moderna (Jeová) em lugares tais como Salmo 83:18; Isaías 12:2 dentre outros, e extensivamente, no livro de Isaías, Jeremias e Ezequiel.
3) Bíblia Almeida, Revista e Corrigida, de 1898 em diante:
Manteve o nome de Deus em sua forma moderna e amplamente utilizada de JEOVÁ em maiúsculo para representar o Tetragrama, em lugares tais como Salmo 68.4, 83.18; Isaías 12.2 dentre outros, e extensivamente, no livro de Isaías, Jeremias e Ezequiel.
4) Bíblia King James (authorized, english, 1611):
Transcreve quatro vezes como o nome pessoal de Deus (todos em textos considerados de importância), por exemplo, Êxodo 6:3; Salmo 83:18; Isaías 12:2; Isaías 26:4; e três vezes junto a nomes de lugares: Gênesis 22:14; Êxodo 17:15; e Juízes 6:24.
5) Bíblia La Santa Bíblia (Reina-Valera), de 1909:
Traduz quase todas as vezes integralmente como Jehova.
6) Bíblia Nova Bíblia Inglesa:
Publicada pela imprensa da Universidade de Oxford, 1970, por exemplo Gênesis 22:14; Êxodo 3:15,16; 6:3; 17:15; Juízes 6:24.
7) Bíblia Padrão Americana, edição 1901:
Traduz consistentemente o Tetragrama como Je-ho’vah em todos os 6.823 lugares onde ocorre nas Escrituras Hebraicas.
8) Bíblia, Sociedade Bíblica Britânica:
Traduz o nome de Deus na forma Jeová 6.828 vezes coerentemente no Antigo Testamento a partir da primeira ocorrência do Nome Divino em Gênesis 2.4.
9) Bíblia Tradução Brasileira (“Tira-Teima”):
Traduz o Tetragrama na forma Jeová coerentemente 6.826 vezes em todo o Antigo Testamento a partir de Gênesis 2.4
10) Bíblia Tradução do Novo Mundo:
Traduz o Tetragrama na forma Jeová 6.973 vezes nas Escrituras Hebraicas e mais 237 vezes nas Escrituras Gregas), totalizando 7.210 ocorrências do Nome Divino na forma Jeová. O Tetragrama não existe nas Escrituras Gregas originalmente, e isso é explicado nessa tradução, mas é posto nas citações das Escrituras Hebraicas (ex.: Atos 2:21 é uma citação de Joel 2:32; nesse caso, foi inserido o Tetragrama transliterado como Jeová). Noutros locais inexistentes nos originais e sem referência às Escrituras Hebraicas, inseriu-se-o para enfatizar a identidade referida no texto (ex.: Apocalipse 1:8).
11) Bíblia Viva:
Publicada por Publishers de Tyndale House, Illinois 1971, por exemplo Gênesis 22:14, Êxodo 4:1 – 27; 17:15;Levítico 19:1 – 36; Deuteronômio 4:29, 39; 5:5, 6; Juízes 6:16, 24; Salmos 83:18; 110:1; Isaías 45:1, 18; Amós 5:8; 6:8; 9:6;
Visto que a pronunciação original de יהוה é desconhecida, e visto que já por séculos o uso da tradução Jeová passou a ser amplamente divulgado e estabelecido entre muitos cristãos, tornando-se uma pronúncia familiar em muitos idiomas, várias denominações cristãs, mais notavelmente as Testemunhas de Jeová, continuam a usá-la, ainda que outros grupos religiosos favoreçam a pronúncia Javé ou Yahvé, ou mesmo o título SENHOR.

Em uma carta datada de 29 de junho de 2008, o Vaticano emitiu uma nota oficial, orientando para que o nome de Deus deixe de ser utilizado no serviço litúrgico católico romano. A medida não afetaria significativamente a linguagem litúrgica, uma vez que o termo não consta das traduções oficiais dos missais romanos, mas implicaria na modificação de alguns hinários. O nome YHWH continuaria a ser utilizado na leitura do Lecionário e de Bíblias católicas romanas.
Outros usos de YHWH

Geneva Bible, 1560. (Salmo 83:18)
Sendo amplamente conhecido, durante séculos antes da era comum não havia dúvidas quanto à sua pronúncia, o que explica a ausência de um abjad – um sistema de escrita com símbolos das letras que representam as consoantes.

A tradição religiosa dos judeus, especialmente a sua tradição esotérica e mística, a cabala, considera o Nome de Deus tão sagrado quanto impronunciável.

De qualquer maneira, os judeus em algum período pós-exílico, adotaram a palavra hebraica ‘Adho.nái (que significa “Soberano Senhor”) ao pronunciarem o Tetragrama Sagrado. Assim, YHWH recebeu sinais vocálicos – colocados por copistas judeus chamados massoretas – de forma que fosse pronunciado Adonai. Sendo assim, ficou reservado apenas aos copistas e sacerdotes a correta pronúncia de YHWH codificada num sistema de sinais vocálicos.

A pronúncia Jeová, além de aparecer em algumas versões bíblicas, também é usada pelos maçons, e rosacruzes. As correntes ligadas ao Cristianismo Esotérico, tais como a Gnose e a Rosacruz, identificam esse Tetragrama como designação do Espírito Santo, e não do Deus-Pai.

Atos dos Apóstolos 2: 4. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os habilitava.
https://bibliajfa.com.br/app/nvt/44N/2/4

Que O Espírito Santo, de Deus nos conceda o conhecimento de nosso Senhor, para crescermos em graça e conhecimento de Jesus.

Graça e paz a todos!

Ivaldo Francisco


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